O infinito exercício da nossa capacidade de amar

Pamela Magalhães

CRP : 06/88376

A Psicóloga Pamela Magalhães escreve nesta coluna quinzenalmente respondendo a perguntas enviadas por leitores e leitoras ao e-mail [email protected].
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São selecionadas três perguntas e a
s pessoas que tiverem as suas escolhidas, tem suas privacidades totalmente preservadas.

Dolce Morumbi

Namoro faz 2 anos, tenho 45 anos e ele 57, temos uma relação madura, gosto dele, porem algo me incomoda demais, ele não quer se casar mais, não faz parte dos planos dele, fala que gosta de mim mas nunca irá se casar eu me sinto jovem e no futuro quero sim ter alguém para dividir uma vida, me pergunto será que estou errada e devo deixar rolar? Ou temos objetivos diferentes demais? (P.L.)

Acredito que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, muito menos nos culpar por desejá-los.
Se a pessoa com a qual nos relacionamos não compartilha dos mesmos objetivos ou tenha perspectivas de vida diferentes, a melhor estratégia relacional é conversar sobre sentimentos e objetivos de vida, na intenção de encontrar denominadores comuns, exercitando a flexibilidade, escuta, percepção sobre si e o outro, buscando juntos a melhor solução para o casal.

Imagem por Anastasiia Vedmedenko

Eu fico em dúvida em manter um amor, já tive várias decepções e eu não sei mais amar, sabe sentir aquele amor que apega, que você não quer perder, depois de situações que aconteceram na minha vida, não sei mais se relacionar com ninguém, meu ex começou a namorar. Ele me dizia que iríamos ter uma família, casar, ser uma só carne, mas eu fico pensando o porquê as vezes não dou certo com ninguém, como desapego do passado, como saber quem eu amo?! Estou perdida. (A.M.)

Certos momentos da vida, podemos ficar com essa sensação de estarmos perdidos mesmo e quer saber? Pode ser que não seja tão ruim assim… Tem hora que é preciso se perder de si para se reencontrar de novo, de um outro jeito, abrindo novas possibilidades, explorando outros nichos.
Amar e frustrar-se cansa. Desilusões são desgastantes e chegam a rasgar a nossa alma. Leva um tempo para cicatrizar essas feridas de expectativas intensamente almejadas para voltarmos a acreditar que podemos amar novamente.
Por enquanto, nessa fase de reestruturação, invista em si, trate-se com carinho e muito amor.
O amor pela gente é sempre o melhor remédio para voltarmos a acreditar que amar sempre valerá a pena.

Imagem por Giulia Bertelli
Imagem por Hannah Gullixson

Como reconhecer padrões repetitivos que sempre me levam a sabotar relacionamentos promissores? (A.P)

Durante a nossa vida, nossas experiências, legados, vivências e modelos, são internalizados no nosso íntimo e influenciam diretamente na nossa forma de pensar, ser, ter e sentir. Qualquer um de nós, pode observar o próprio histórico relacional e constatar traços comportamentais e desfechos que de alguma forma se assemelham, apontando padrões que se repetem.
Sempre é tempo de revisarmos nossos mecanismos e crenças sobre os mais variados assuntos, para tentarmos reconfigurá-los, na intenção de nos permitirmos desdobramentos mais promissores.
A autossabotagem é sempre um mecanismo de defesa que diferente do que parece, existe para nos manter onde sempre estivemos, na zona conhecida, chamada zona de conforto, que nem sempre é tão confortável assim, mas nos remete a falsa sensação de segurança. 
Rever nosso merecimento, autoestima, limites de aceitação e conceitos cristalizados sobre nós e o mundo, pode ajudar muito para modificar crenças, desobstruir possibilidades e deflagrar boicotes que só servem para nos atrasar na abertura de caminhos tão essenciais na nossa trajetória evolutiva.

Para a Pamela, seus sentimentos são a sua história.

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Pamela Magalhães é Psicóloga, Especialista Clínica e Terapeuta de Casal e Família.
Bastante influente nas mídias em geral, ficou conhecida como Especialista em Relacionamentos pelos seus quadros no Programa Mulheres da Tv Gazeta e Tribuna Independente da Emissora Rede Vida e movimenta uma rede de seguidores de mais de 630K nas redes sociais em especial no instragram como @psipamela
Além de comentarista de comportamento e Psicóloga Clínica, realiza palestras em todo Brasil e comanda o podcast Coração Peludo na plataforma da Jovem Pan. CRP:06/88376

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