A virada no negócio de marmitas

Cinara de Liz

Com tantas histórias nesse período, quando ouvimos uma que nos inspira, nos dá aquela sensação boa de esperança. Hoje vou contar uma em que muitos vão se identificar e fico feliz com isso!

Andrea Ayres, 41 anos, é formada em Direito, parou a vida profissional para cuidar dos filhos. Quando o filho menor tinha 5 anos, ela tentou retornar ao mercado, mas teria que se atualizar. Então parou e pensou no que de fato gostava de fazer, chegando à conclusão que era comida. Há 20 anos morando no Morumbi, família e amigos sempre elogiavam sua comida e na brincadeira tudo começou.

Para sua realização, o negócio foi crescendo se profissionalizando. Assim nasceu a Dona Déa Comidas de Verdade, que com o tempo e muito esforço foi ganhando sua clientela. O foco eram produtos prontos e congelados, marmitas saborosas com grande aceitação, algo que a deixou muito satisfeita, pois vinha atendendo o pessoal que queria levar marmita para o trabalho. Procurou se estruturar bem, delegando alguns trabalhos, monitorando com rigor e buscando aprimorar a logística para atender mais clientes. Ela fez questão de trabalhar com alimentos sem conservantes, tudo orgânico e com atendimento personalizado. Sempre buscando saber “quem está comprando mim?” Pois é muita responsabilidade entrar na casa das pessoas com alimentos. Precisam de muitos cuidados, higiene e controle de qualidade. Tudo ia muito bem até vir a quarentena e da noite para o dia as pessoas não precisavam mais de marmitas para levar para o trabalho.

www.instagram.com/donadeacomidasdeverdade

 

Bateu o desespero? Sim, mas ela parou tudo e se reinventou para sobreviver nesse período tão incerto. Depois de reavaliar a situação com calma, teve a ideia de fazer uma comida familiar, afinal muita gente não sabe cozinhar e estava em casa com suas atividades profissionais, se adaptando e sem tempo para cozinhar. E foi assim que ela “sacudiu a poeira” e passou a oferecer novos produtos como refeições diárias e frescas. Começaram a distribuição para as famílias, inclusive para quem ainda precisava ir ao trabalho e estava sem a opção de comer nos restaurantes que permaneciam fechados. Seja comida fresca para família, individual ou congelada, foi assim que a Dona Déa se reinventou se adaptou atendendo com força total. Como ela me contou, “sem desistir dos ideais, pois sempre tem um caminho, basta estar aberto para enxergar, estar receptivo, aceitar e trilhar da melhor forma que puder”.
Tudo sem perder a principal característica de comida caseira, afinal a realidade é essa, todos temos que trabalhar.

Bacana, não é? E assim que hoje vamos nos alimentar, de esperança!

Até a próxima!

Andrea Ayres da Dona Déa Comidas de Verdade

Cinara de Liz é moradora do Morumbi e conhece muitos lugares para se comer no bairro.

Imagem destacada da Publicação:
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