Os desafios do home office no universo feminino

Ana Kekligian

O universo das mulheres sempre foi permeado por muitos desafios para que a conquista de equidade e justiça acontecessem ao longo da história. E, durante estes últimos 2 anos, com a chegada da pandemia, fomos apresentadas a um novo estilo de trabalho também desafiador: o home office.

Em um curto período e sem respiro para adaptação, nos vimos em uma realidade diferente e tivemos que nos adaptar e lidar com as vantagens e desvantagens deste confinamento. Porém, o que ficou claro neste novo jeito de trabalhar é que ele trouxe consequências maiores para o nosso universo feminino.

Se por um lado o home office é vantajoso para passarmos mais tempo com os filhos e o marido, por outro lado, nós mulheres, continuamos sendo ainda as maiores responsáveis pela rotina e dinâmica do lar.

Além disto, uma pesquisa apresentada pela Workana ainda nos traz outro dado alarmante sobre o tema; enquanto 50% das mulheres entrevistadas cuidam dos filhos enquanto trabalham, apenas 11,1% dos homens disseram acumular a mesma função.

Com isso, podemos entender que nós também tendemos a acumular a responsabilidade de cuidar e ajudar os filhos com suas demandas, sejam elas de aprendizado escolar ou inventando novas formas de entretê-los para que lidem com as adversidades do momento.

Ainda dentro desta nova realidade, tivemos que aprender a compartilhar os espaços e a passar mais horas do dia dentro de casa, o que como consequência gerou mais trabalhos operacionais.

Visando entender mais a fundo isto, em 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou uma pesquisa e apontou que, as mulheres dedicam 18,5 horas semanais em atividades do lar e cuidados pessoais com crianças e idosos, enquanto a média masculina é de 10,3 horas semanais gastas nas mesmas atividades.

Estes números são traduzidos em realidade em muitos lares brasileiros e, esta rotina árdua, a longo prazo pode desencadear problemas na saúde física e mental. Por isso, é necessário modificar o que não está funcionando e aliviar a sobrecarga acumulada para que o bem-estar e a produtividades não sejam afetados negativamente.

Nestes casos, a prevenção é muito benéfica, e para isso é necessário conversar abertamente com sua família e construir um relacionamento baseado em empatia e apoio mútuo para que a situação de sobrecarga não piore.

Também é extremamente eficaz tirar um tempo para si e realizar atividades que proporcionem prazer. E não sinta culpa de se permitir estes momentos!

Em uma pesquisa recente da Gênero e Número juntamente com a Sempreviva Organização Feminista, foi descoberto que a grande maioria das mulheres está sempre cuidando de alguém e se colocando em 2º plano.

Por isso, é importante a conversa franca com a sua família para delimitar o tempo gasto nas atividades da casa. É muito prazeroso ter a família e quem gostamos por perto e, para isto acontecer, é necessário que todos estejam felizes para apreciarem de forma justa os momentos compartilhados.

Além disso, é necessário encontrar um equilíbrio entre sua vida pessoal e profissional montando estratégias para que sua produtividade não caia. Muitas vezes nós queremos abraçar o mundo e assumimos trabalhos que poderiam ser delegados somente para evitar conflitos.

Ao invés disso, busque maneiras de fortalecer seus pontos fortes, focar em seu bem-estar, estar atenta a suas emoções, aprimorar suas habilidades e a aprender a hora de procurar ajuda de outras pessoas e profissionais.

Unidas somos mais fortes e compartilhando informações e experiências melhoramos a nossa vida e a de outras mulheres.

O nosso crescimento e empoderamento é necessário para a construção de uma sociedade funcional e justa.

Ana Kekligian é Master Coach de Desempenho e Especialista em Inteligência Emocional com foco na vida pessoal e profissional. Idealizadora da EBC (Empresa Brasileira de Coaching). Atualmente, possui cinco importantes certificações internacionais pelo IBC (Instituto Brasileiro de Coaching): Professional & Self Coaching, Coaching Ericksoniano, Master Coach, Inteligência Emocional e Análise Comportamental. Conta também com a certificação de Especialista em Inteligência Emocional pela SBIE (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional), Especialista em Produtividade com: Triad Certified Productivity Specialist, formada pela TriadPS e Master Analista Comportamental pelo Instituto ILG. Atuou por quase 20 anos no mercado corporativo como executiva de marketing com destaque para o marketing direto e publicitário. E é CEO de suas emoções.

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Comentários

  1. Ana, como sempre muito assertiva em suas colocações. Cada vez mais chegou a hora de deixarmos de lado o nosso estigma de Mulher Maravilha para assumirmos o papel de “Mulher Maravilhosa”. Não damos conta de tudo, gente! Decididamente, não. Temos que colocar limites, começar a falar “não” e pedirmos ajuda a nossos parceiros e filhos. Simples assim!

    • Oh minha linda, que grato presente é a sua contribuição. Sim, somos lindamente imperfeitas e maravilhosas.
      Um abraço com todo o meu carinho.
      Espero te ver logo.


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