Ruas do Morumbi

Deborá Espasiani

Você já se perguntou por que foi dado o nome da rua onde você mora ou aonde você passa? Então, continuamos com as informações a este respeito dentro do distrito do Morumbi.

A Avenida Juarez Távora pertence ao Distrito da Vila Sônia, mas vou enxergar como Morumbi por estar no bairro Superquadra Morumbi. Antigamente, era chamada de R-10, iniciando na Rua Doutor Luiz Migliano e terminando na Avenida Desembargador Artur Whitaker.

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Juarez do Nascimento Fernandes Távora nasceu em 14 de janeiro de 1898, na Fazenda Embargo, município de Jaguaribe-Mirim, Ceará. Cursou as primeiras letras no lar e em duas escolas particulares, de 1906 a 1910. Fez o curso ginasial, de 1911 a 1914, sucessivamente no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em 1915 matriculou-se na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, que deixou em 1916, para alistar-se no Exército e matricular-se na Escola Militar do Realengo, cujo curso, Arma de Engenharia, concluiu em 1919. Foi declarado aspirante oficial em 30 de dezembro daquele ano. Tomou parte ativa em todos os movimentos revolucionários que agitaram a vida do País entre 1922 e 1930: na revolta Militar de julho de 1922, no Rio de Janeiro; na de julho de 1924, em São Paulo; na de novembro de 1924, no Rio Grande do Sul e na de outubro de 1930, no Norte do País. Durante este período esteve afastado das atividades normais do Exército, ora combatendo, ora preso, ora foragido e ora exilado. Em setembro de 1952 atingiu o penúltimo posto da hierarquia militar em tempo de paz-general-de-Divisão, tendo sido transferido, a pedido, em setembro de 1956, para a Reserva de primeira classe, no posto de general de Exército, após 40 anos de atividade militar. Posteriormente foi promovido ao posto de Marechal. Juarez Távora foi ministro da Viação e Obras Públicas no Governo Provisório de Getúlio Vargas, em 1930; delegado do Governo junto às interventorias do Norte do País, 1931 a 1932; ministro da Agricultura, de 1933 a 1934; diretor de Engenharia do Exército, 1946 e depois 1952; chefe do Gabinete Militar da Presidência da República – Governo Café Filho, em 1955 foi candidato à presidência da República, apoiado pela coligação UDN, PL, PDC e PSP, tendo sido derrotado por Juscelino Kubitschek – PSD-PTB, e em 1965 a 1966, ministro de Viação no governo Castelo Branco. Juarez Távora foi, pela ação e pela doutrina, o mais autêntico tenente do movimento de 5 de julho de 1922. Foi na revolta do Forte de Copacabana que Juarez começou a sua legenda, ao lado de Eduardo Gomes e Siqueira Campos. Foi o tenente Juarez quem marchou à frente dos cadetes da Escola do Realengo, apoiando a revolta do Forte. Seu movimento progressivo nos acontecimentos políticos culmina com a revolução liberal de 1930, quando já capitão, assumiu o comando das tropas do Norte e Nordeste do País, tendo desempenhado um papel vital para a consolidação da vitória de Getúlio Vargas. Foi também, um dos principais integrantes da Coluna Prestes, que percorreu o Brasil em luta contra as forças legalistas. Em suas Memórias, ele narra a grande marcha através do Brasil, desde a travessia do Sul de Mato Grosso e Goiás, passando pelo Noroeste de Minas e Sudoeste da Bahia, até a travessia do Maranhão e invasão do Piauí. O rompimento com Prestes é outro ponto alto de suas Memórias. Ao repudiar o comunismo, ele disse: “Prefiro um Governo esclarecido, de gente esclarecida e honesta, estabelecida em nome de todas as classes, capaz de regular, imparcialmente, os interesses de cada uma delas”. Juarez deixou incluso o terceiro volume de suas Memórias, que seria intitulado “Voltando à Planície”. O segundo foi intitulado “A Caminhada no Altiplano”, é sobre o período de 1930, até o suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954. Entre suas obras destacam-se: “A Guisa de Depoimento”, sobre as revoluções de 1922 e 1924, “Petróleo para o Brasil”, “Produção para o Brasil”, “Átomos para o Brasil”, “Uma Política de Desenvolvimento para o Brasil” e “Missão Cumprida”. Juarez Távora faleceu em 18 de julho de 1975, no Rio de Janeiro.

Fonte: https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/

Saiba mais assistindo ao programa! Espero que gostem.

Assista esse e demais episódios no canal Deborá Histórica no YouTube!

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Deborá Espasiani é moradora da Vila Sônia desde 1962, interessada pela história e memórias desta região em que teve seu nascimento na Fazenda Morumbi, onde conta o início de sua história neste vídeo do Programa Deborá Histórica
Secretária Executiva de profissão
Diretora, apresentadora e roteirista do Programa Deborá Histórica que vai ao ar no youtube todas às 5ª feiras às 6 horas.
Associada à Associação Comercial Distrital Sudoeste
Recebeu o Prêmio Mérito Profissional recebido em 19/10/2018 pela ABRASCI – Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura
Tem o título de Dama Comendadora recebido em 31/01/2019 pela Ordem dos Nobres Cavaleiros de São Paulo – Polícia Militar
Recebeu 0 Prêmio Excelência Mulher recebido em 19/03/2019 pela CIESP e também o
Prêmio Mérito Feminino recebido em 30/03/2020 pela pela ABRASCI – Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura
Autora de 16 cursos na área administrativa-financeira

Desde 2017 vem juntando documentos do Distrito da Vila Sônia / Morumbi para fins de contar a História e Memórias desta região no canal do YouTube Deborá Histórica e, em breve, no site www.deborahistórica.com.br
Amo história e memórias, amo entrevistar pessoas e ver o brilho em seus olhos quando lembram dos momentos que passaram em sua infância, adolescência.

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Imagem destacada da Publicação

Avenida Juarez Távora, Vila Sonia | Imagem do Google Maps

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