Viagem gastronômica

Tripdicas Dolce

Andrea Barros

Cada pessoa tem um paladar e o que é gostoso para mim pode não ser para você e vice-versa, mas experimentar coisas é a melhor opção

Viajar nos proporciona uma série de experiências, sendo a principal delas a gastronômica. Quem já pediu um prato e quis devolver? Ou olhou o cardápio e não entendeu nada do que estava escrito e pediu por instinto?

Eu já passei por isso e não foi só uma vez. Me lembro da primeira refeição que fiz na Ásia quando fui para a Tailândia. O cardápio era em inglês e tinha fotos então foi fácil pedir. No entanto o que eu não esperava era que a comida tivesse tanta pimenta. A primeira garfada encheu a minha boca de sabores, mas ao mesmo tempo de muita pimenta. O garçom percebe e me trouxe uma cerveja dizendo: “Vai aliviar o ardume”. Ajudou, mas não melhorou (risos).

Outra experiência aconteceu também na Ásia. Eu passeava em Guilin, na China, e parei para comer. Ali o cardápio era todo em chinês e não havia fotos. O garçom percebeu a minha dificuldade e, apesar de não falar inglês, ele pronunciou a palavra “chicken” (frango). Fiz que sim com a cabeça e fiquei esperando. Minutos depois chegou à mesa uma grelha toda encardida com pedaços de franco como pé, pescoço etc. Eu olhei aquilo e fiquei pensando o que eu iria fazer. Achei uma coxa no meio de tudo isso e comi. O sabor era delicioso, mas o aspecto horrível.

A Ásia é o lugar mais incrível para comer, mas também é o lugar que você irá ver as coisas mais esquisitas em uma viagem. Quando eu estava no Laos andando de bicicleta em Luang Prabang, me deparei com um rapaz vendendo uma bebida dentro de um grande vidro cheio de bichos dentro. Parei e fui ver o que era: ele me disse que era uísque. Dentro do vidro havia escorpião, aranha, cobra, lagarto… Esses bichos estranhos que davam à bebida um aspecto mais estranho ainda. Pedi um copo – que veio imundo –, e tomei o líquido. Forte e com bastante gosto de uísque mesmo. Estou viva até hoje, então acho que não me provocou nada de mal.

Isso sem contar os estranhos bichinhos chamados “choco” que eu comi no Japão. Os chocos são moluscos marinhos e tem uma concha interna, bolsa de tinta, oito braços, dois tentáculos e cinco dentes de quitina! Fiz amizade com um japonês pelo Instagram antes de ir viajar. Combinamos de nos encontrar para comer e nos encontramos no restaurante. Ele disse que iria fazer o pedido e, como ele era local deixei ele pedir o que quisesse. Só não contava com esses pequenos bichinhos que explodiram na minha boca me provocando certa náusea.

Mas nem só de perrengues vive um viajante! Comi muita coisa boa pelo Brasil, na Europa, na África e na América do Sul. Eu sou o tipo de viajante que gosta de experimentar a comida local e, por mais estranha que ela possa parecer, como e vejo se gosto. Por exemplo, para mim uma das comidas mais saborosas do Brasil está na região Norte. Eles têm tanta coisa diferente, tantos tipos de peixes gostosos, tantas frutas exóticas… Eu amei comer por lá!

Mas, cada pessoa tem um paladar e o que é gostoso para mim pode não ser para você e vice-versa. O famoso “gosto não se discute”. Só acho que a culinária durante uma viagem é muito poderosa e pode até mudar o modo como você enxerga um país.

Eu já ouvi de pessoas que não gostaram da comida de um lugar e não pretendem voltar. E você? Já teve alguma experiência interessante por onde andou?

Até a próxima!

Andrea Barros é paulistana, libriana com ascendente em leão, mãe de dois shitzus (o Tom e o Luke), profissional de Turismo e já estevem em mais de 50 países. E contanto… 

@travessadavida

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Poesia de Rodapé

Autora: Andrea Lucia Barros

Editora: Opera Editorial

100 páginas

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