Skip to content
É profissional de Marketing, terapeuta integrativa e escritora e pode lhe ajudar a deixar a maternidade mais leve!

O que aprendi ao levar meu filho para a balada

Imagem em Freepik

E aí, quando menos se espera, esses momentos viram histórias que a gente conta no jantar

Domingo foi um daqueles dias que a gente não planeja, mas que ficam guardados na memória de um jeito especial – aquela parte que a gente revisita com um sorriso bobo no rosto. Levei meu filho adolescente para um pagode, e sim, eu sei: ele não é muito fã do gênero. Mas cá entre nós, foi tão autêntico que até ele, com toda a timidez de quem prefere ficar na sombra, acabou se soltando entre uma música e outra. Não dançou – “mãe, eu só observo” –, mas riu surpreso do meu jeito de dançar (e dos meus tropeços, que viraram piada interna). 

O melhor? Ele me viu como gente. Não só como a mulher que cobra lição de casa ou lembra ele de arrumar a cama e escovar os dentes, mas como alguém que vive, que extravasa um pouco, que paquera (sim, rolou uma abordagem leve numa mesa ao lado – mãe solo também pode ser notada, não é?). E ele ali, meio “nossa, ela é assim fora da capa de mãe?!”, me deu um misto de orgulho e alívio. Porque mãe que se permite é mãe que ensina, sem palavras, que a vida não acaba na maternidade – ela só ganha novos ritmos. 

Imagem em Freepik

Publicidade | Dolce Morumbi®

Teve energético para ele (não julgo, adolescência é isso: experiências), drink para mim e uma carona depois para o after na casa dos nossos amigos, onde as risadas continuaram até o corpo pedir colchão. No dia seguinte, relembramos tudo: minhas tentativas de paquera (“mãe, você é não tem vergonha?”), os amigos que embarcaram na loucura, a música que ele “até que gostou, mas não fala pra ninguém”. E ali, entre memórias frescas e gargalhadas, eu pensei: isso é o que a gente constrói – memórias. Não é sobre ser a mãe perfeita, mas sobre ser inteira – com falhas, vontades e a coragem de mostrar que existimos além da função que eles nos deram. 

Porque no fim, eles seguem o que a gente espelha. E se eu quero que ele um dia se permita viver com alegria, preciso mostrar que eu também vivo. Não por egoísmo, mas por amor-próprio – aquele que diz: “eu me valorizo, e você também pode”. 

E aí, quando menos se espera, esses momentos viram histórias que a gente conta no jantar. Não como lição, mas como lembrança de que a vida é muito boa para ser só obrigação. E que, puxa, dá para ser mãe e ser gente – de preferência, rindo muito no processo. 

No fim das contas, a pergunta que fica não é se seu filho vai gostar do pagode ou se você vai paquerar alguém. É simples e poderosa: o que você está fazendo por você hoje – algo que, lá na frente, vai virar história para rirem juntos? Pode ser uma noite fora, um sorvete de madrugada, uma playlist compartilhada no carro.

Imagem em Freepik

Não importa o ritmo, só importa que esteja vivo. Porque filhos não precisam de mães exemplares – precisam de exemplos reais. De mulheres que mostrem, no dia a dia, que a vida pulsa mesmo depois da maternidade. E que, no meio do caos, a gente ainda sabe sambar, cada uma à sua maneira.

Então, respira fundo e se permita. Amanhã, vocês vão rir lembrar da lição de casa esquecida. Mas vão lembrar, com um brilho nos olhos, da noite em que você foi só você – e ele te descobriu como parceira de aventuras.

PS.: Amanhã tem lição de casa? Tem. Roupa para lavar? Também. Mas hoje tem você – e esse “hoje” vai ecoar bem mais lá na frente. A vida é muito curta para só cumprir obrigações. Que tal marcar sua próxima aventura com eles ainda essa semana? (Até um piquenique no chão do quarto vale! Já fizemos por aqui).

Publicidade | Dolce Morumbi®

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Gisele Ribeiro é profissional de marketing, terapeuta integrativa e autora do livro Diário de uma mãe nada especial – Desmistificando a mãe idealizada no qual compartilha detalhes íntimos da sua trajetória na maternidade e como isso mudou sua, principalmente a profissional.

Demais Publicações

A ilusão do progresso moral no billboard de virtudes

Como a confusão entre avanço tecnológico e aperfeiçoamento moral transformou as redes sociais em um grande painel de virtudes vazias

Cinco sinais de que a sobrecarga pode afetar a gestão de qualquer negócio

Com 63,46% dos benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais concedidos a mulheres em 2025, especialista alerta para a importância de uma liderança mais consciente e sustentável

O tapa que me faz te amar?

Muitas são as vezes em que as vítimas, em silêncio verbal, mas aos gritos através de um olhar, de gestos ou de hematomas, pedem socorro

O Brasil virou um laboratório global de IA

A chegada das gigantes da inteligência artificial ao país revela uma mudança maior: o Brasil deixou de ser apenas consumidor de tecnologia e passou a ocupar um lugar estratégico na próxima fase dessa transformação

Por que o sócio é a chave do futuro do São Paulo FC?

Do calor da arquibancada à responsabilidade do voto

Beleza com consciência

O cuidado que valoriza você e sua comunidade

PVD

Setenta anos depois, finalmente entendi o problema

Turismo de mistério: 7 lugares no mundo onde as lendas moldaram a história

Do Monstro do Lago Ness ao Conde Drácula, descubra como a tradição popular e os mitos antigos dão um novo significado às viagens

Painel Dolce Morumbi

As Mais lidas da Semana

Publicidade Dolce Morumbi

arte-painel-dolce-cantiga-crianca_11zon
PlayPause
previous arrow
next arrow
arte-painel-dolce-abtours_1_11zon
PlayPause
previous arrow
next arrow
Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

Seções