Se o ser humano tem instinto de sobrevivência, por que tanta gente negligencia a saúde emocional?
A resposta é mais lógica do que parece. O instinto de sobrevivência nos coloca em modo proteção, e não necessariamente em modo prevenção. Trata-se de um sistema automático, antigo e eficiente, voltado para garantir segurança imediata: reagir, resolver, evitar riscos, manter controle e seguir em frente.
O problema é que proteger não é o mesmo que cuidar.
Na prática, muitas mulheres passam anos em modo alerta, sustentando o que precisa ser sustentado no curto prazo… e deixando o emocional para depois. E é assim que tanta gente atravessa a vida no modo: “eu resolvo”, “eu dou conta”, “depois eu vejo” … até que o corpo ou a mente cobrem a conta.
Maslow, psicólogo americano renomado e referência em estudos sobre motivação humana, e criador do conceito da hierarquia das necessidades humanas (frequentemente representada como uma pirâmide), nos ajuda a entender isso: em geral, o ser humano tende a priorizar primeiro necessidades básicas e de segurança — como estabilidade e proteção — para então acessar com mais clareza necessidades emocionais e de realização. O problema não é essa hierarquia. O problema é quando a vida vira uma sequência de urgências e a mulher permanece tempo demais em modo controle, adiando a saúde emocional como se ela pudesse esperar.

E aqui entra um ponto importante: para a maioria das mulheres, não se trata de falta de interesse em se cuidar emocionalmente. Trata-se de rotina. Agenda. Excesso. Responsabilidades. Falta de pausas. E quando a vida está funcionando, a gente acredita que está tudo bem, não é mesmo?
Mas existe uma diferença enorme entre funcionar e estar bem por dentro.
Consciência emocional é perceber o que está acontecendo antes que vire o seu “normal” e se transforme em:
– irritação constante
– exaustão que não se resolve com descanso
– culpa ao dizer “não”
– ansiedade camuflada
– desânimo
– confusão mental
– mal-estar físico
– queda de prazer, motivação e presença
– sensação de “eu não aguento mais”, mesmo fazendo tudo certo
E aqui existe algo que merece atenção: uma parte das mulheres já tem algum nível de informação. Elas já sabem que precisam se priorizar. Já entendem que não dá para abraçar tudo. E muitas já começaram, inclusive, a sair do final da fila.

O ponto é que, muitas vezes, a mulher até muda por fora… mas por dentro ainda está tentando sustentar tudo do mesmo jeito.
E o passo a mais é esse: alinhar o que você faz com o que você sente.
Quando você muda por fora, mas o emocional não acompanha, a mudança pesa.
Eu vejo mulheres extremamente inteligentes, bem-sucedidas e com muito conhecimento do que precisam fazer. E, ao mesmo tempo, muitas delas ainda precisam administrar emoções difíceis nesse processo: culpa, medo, insegurança, necessidade de aprovação, receio de desagradar.
É exatamente aí que a consciência emocional se torna um divisor de águas.
Porque consciência emocional não é só “se comportar diferente”. É desenvolver recursos internos para se autorregular, reorganizar pensamentos, aliviar a carga emocional e sustentar escolhas com mais leveza, coerência e principalmente merecimento.
Isso não é performance — é maturidade emocional.
A mente não muda só porque você entendeu. Ela muda quando você treina um novo padrão até que ele se torne natural.
Por isso, tantas mulheres vive um conflito interno:
“Eu sei o que eu preciso fazer… mas não consigo manter.”
A reprogramação emocional, na prática, acontece com três movimentos:
1) Percepção
Você enxerga o automático:
“Eu estou me sobrecarregando.”
“Eu estou fazendo por medo de decepcionar.”
“Eu estou tentando merecer.”
2) Escolha consciente
Você decide uma nova direção:
“Eu posso dizer não sem me justificar.”
“Eu não preciso me sacrificar para ser aceita.”
“Eu posso ser firme sem me culpar.”
3) Repetição com consistência

Você sustenta essa nova postura até que a mente aprenda:
“Eu posso viver diferente sem perder amor, sem perder valor e sem perder segurança.”
É aqui que os pensamentos automáticos começam a ser atualizados — aqueles que parecem “responsabilidade”, mas na verdade viraram sobrecarga.
Experimente trocar:
– “Eu dou conta.” → “Eu não preciso dar conta de tudo.”
– “Eu resolvo.” → “Eu posso dividir e pedir ajuda.”
– “Tudo depende de mim.” → “Eu posso priorizar minhas atividades e ser mais organizada e produtiva, sem me sobrecarregar.”
– “Não posso delegar.” → “Delegar também é maturidade.”
– “É minha responsabilidade.” → “Nem tudo é meu para carregar.”
Isso não é fraqueza ou desistência.
Isso é amor-próprio e autoestima.
Práticas essenciais para fortalecer a consciência emocional (de forma real)
1) Autoconhecimento
Autoconhecimento não é apenas “se entender na teoria”. É se conhecer com profundidade e reconhecer o que te faz bem e o que não te faz bem.
É reconhecer a sua história, suas crenças, seus valores e os significados que você deu para certas experiências — e como tudo isso construiu comportamentos.
É identificar padrões repetitivos e, com consciência, ressignificar.
2) Um espaço real de acompanhamento emocional
Terapia, mentoria, processos de inteligência emocional, ambientes saudáveis, grupos de apoio, conversas com amigas que agregam valor, momentos de descompressão e também atividade física que regula o emocional. O importante é ter um lugar de manutenção interna.
3) Limites saudáveis e mudança de hábitos
Muitas mulheres adoecem não por falta de capacidade, mas por falta de limites e por maus hábitos automáticos. Consciência emocional transforma clareza em ação e sustenta a mudança com consistência.
4) Fé e espiritualidade como sustentação
Acreditar em algo maior, que nos levanta, nos renova e nos sustenta, muda a forma como atravessamos fases difíceis. Porque quando a mente pesa, a alma precisa de chão. E vale, sim, fortalecer a fé como direção e descanso emocional.

Minha história (e o alerta que eu deixo para você)
Eu gosto de trazer a minha história porque ela é a história de muitas mulheres: com dores, feridas, traumas e excesso de responsabilidade.
Há cerca de cinco anos, eu comecei a sentir dores no corpo. E eu que tinha orgulho em dizer que “quase nunca ficava doente”, passei a enfrentar tudo junto: fibromialgia, o climatério avançando e uma questão lombar que traz dor.
E eu me perguntei, com honestidade: quanto disso tem relação com as cargas que eu carreguei e que não eram minhas?
Com as vezes que eu disse sim querendo dizer não, com o que eu engoli, com o que eu suportei por anos?
E eu te digo com carinho: você não precisa passar por isso para acordar.
Janeiro Branco é importante. Campanhas são necessárias. Mas, no fim, tudo se resume a uma decisão: transformar consciência em ação.

O que eu proponho no meu trabalho
Há quase 10 anos estudando e atuando com inteligência emocional, autoestima e autoconfiança, eu desenvolvo recursos internos em mulheres para que elas consigam sustentar escolhas conscientes sem se abandonar no caminho.
É consistência através da consciência.
E é exatamente isso que eu desenvolvo nas mulheres: para que elas não apenas saibam o que precisa mudar, mas vivam essa mudança aplicando recursos necessários para uma transformação genuína, com maturidade e clareza emocional.
E para todas as mulheres que leram este artigo, eu ofereço uma sessão experimental gratuita, para aquelas que desejam conhecer o meu trabalho, se desenvolver e aprofundar sua consciência emocional com mais direcionamento.
Agende pelo WhatsApp: 11 94756-5478




























