Normalmente uma pessoa chega ao meu consultório para buscar terapia sexual, é porque percebeu um incômodo quanto a própria função ou satisfação sexual, esse é o ponto de partida para uma intervenção.
É importante lembrar que a terapia sexual deve ser buscada sempre em que há dor ou sofrimento relacionado a vida sexual.
Existem inúmera possibilidades de questões, como um incômodo com o relacionamento amoroso por exemplo, ou preocupações temporárias, ansiedade de performance, qualidade da ereção, traumas, e orientação de identidade de gênero.

Também pode haver descontentamento com a vida sexual depois da chegada dos filhos, falta ou baixo desejo sexual, dificuldade em atingir o orgasmo ou ainda relacionado aos aspectos emocionais, ansiedade antes ou durante a atividade sexual, sentimento de culpa, vergonha ou insegurança com o próprio corpo.
Seja como for, as queixas possuem relação com as crenças sexuais da pessoa. É preciso compreender o que está ocorrendo ou o que a pessoa acha que deveria está ocorrendo.
Outro aspecto importante é como a pessoa narra os fatos. Quando já fora tentadas estratégias e não houve a solução do problema, há um prolongamento do sofrimento psicológico. Se há uma duração de seis meses ou mais, é hora de buscar ajuda profissional com um especialista em sexualidade humana.

As crenças sexuais ou as entrelinhas da queixa, podem transmitir a identidade cultural que rege a identidade da pessoa e da parceria.
É importante lembrar que ter uma queixa sexual não é a mesma coisa que ter uma disfunção sexual, sofrimento pessoal, sofrimento relacional ou discrepância de desejo.





























