Em um mundo que normalizou o excesso, escolher menos pode parecer estranho.
E, para muitas mulheres, escolher a si mesma ainda vem acompanhado de culpa.
Mas é importante dizer com clareza e responsabilidade emocional: priorizar-se não é se sabotar.
Neste início de ano, cresce entre mulheres mais conscientes um movimento de retorno ao essencial — não por fuga, mas por lucidez. E chamo sua atenção para isso.
Quando essa reflexão nasceu em mim
Antes de seguir, preciso dizer que essa reflexão nasceu em mim primeiro — e no contato profundo com outras mulheres amigas e clientes.
Há um ponto pouco falado, mas fundamental nesse processo de amadurecimento emocional: as prioridades de uma mulher não são, necessariamente, as prioridades de outra. Reconhecer isso não é afastamento. É consciência.
Cada mulher carrega sua própria história, sua rotina, seu momento emocional, suas dores silenciosas e demandas invisíveis. O que para uma é urgente, para outra pode esperar. O que para uma é estímulo, para outra pode ser mais um peso.
Por isso, até mesmo ao ajudar, é preciso discernimento.
Muitas vezes, na melhor das intenções, oferecemos cobranças disfarçadas de motivação — sem perceber que isso pode potencializar a sobrecarga de quem já está sufocada.
Não se trata de não apoiar. Trata-se de apoiar com sensatez.
Ajudar não é acelerar o processo da outra. É respeitar o tempo dela.
Escutar antes de sugerir. Compreender antes de direcionar. Perguntar antes de afirmar.
Esse cuidado não é omissão — é empatia aplicada. E também é autocuidado coletivo.

Foi nesse mesmo movimento de escuta que, ao longo do ano passado, um pensamento insistente me acompanhava: “Você tem que fazer. Tem que decidir. Tem que dar conta. Tem que…”
Só eu sei quantos “tem que” precisei administrar.
Conciliar rotina, trabalho, responsabilidades, demandas emocionais e acontecimentos que simplesmente precisaram ser acolhidos.
Até que algo ficou claro: tem que nada.
Tem que ser no meu tempo. Do meu jeito. E no meu tempo.
E isso não é procrastinação — especialmente quando a questão central é sobrecarga.
Autocuidado não é desistir. É escolher com consciência.
Existe uma diferença profunda entre abandonar responsabilidades e reorganizar prioridades.
A primeira vem do medo, a segunda, da maturidade.
Quando uma mulher consciente escolhe respeitar seus limites, ela está criando condições emocionais para sustentá-la melhor.
Autocuidado real não elimina desafios. Ele elimina excessos desnecessários.
O poder do equilíbrio: saber o que fica e o que pode esperar
A mulher que se conhece sabe. Mesmo quando o mundo dita regras, prazos e expectativas, ela sabe o que vem primeiro — e o que pode esperar.
Isso é autorresponsabilidade. Isso é respeito por si.
Equilíbrio não é fazer tudo o tempo todo, nem parar diante de qualquer desconforto.
Equilíbrio é discernimento. É compreender que:
- nem toda pausa é fuga
- nem todo esforço é saudável
- nem toda cobrança leva ao crescimento

O tempo do “nada” também é necessário
Vivemos uma cultura que demoniza o ócio.
Mas há momentos em que o tempo “do nada” é justamente aquele que mais precisamos para:
- os pensamentos se organizam
- as prioridades se realinham
- a adrenalina baixa
- a consciência aumenta
Sem negligenciar necessidades. Sem abandonar compromissos. Sem se violentar internamente.
Priorizar-se não é se afastar do que importa
Ao longo do último ano, falamos muito sobre autossabotagem — aquele movimento inconsciente que nos afasta do que é essencial para nosso crescimento.
O que estamos falando agora é diferente.
Estamos falando de mulheres que aprenderam a dizer:
- “isso pode esperar”
- “isso não é prioridade agora”
- “isso não precisa ser feito às custas de mim”
Essas escolhas não enfraquecem. Elas organizam a energia emocional.

Como diferenciar autocuidado consciente de autossabotagem?
A diferença costuma aparecer nos efeitos:
- Autocuidado consciente gera clareza, presença e sustentação emocional.
- Autossabotagem gera culpa, confusão e afastamento de si.
Pergunta simples, mas poderosa: Depois dessa escolha, eu me sinto mais alinhada comigo ou mais distante do que eu sei que preciso viver?
O amadurecimento feminino deste novo tempo
Talvez o verdadeiro avanço não seja fazer mais, nem parar tudo. Mas aprender a escolher melhor. Com pensamento crítico. Com consciência emocional. Com respeito ao próprio tempo.
Porque autocuidado real não nos afasta da vida. Ele nos ensina a habitá-la com mais verdade, dignidade emocional e responsabilidade por si.
E se você que precisa de ajudar para mudar e caminhar de forma mais consciente, agende uma sessão experimental, você merece esse carinho. Conte comigo: 11 94756-5478!





























