O envelhecimento está em todos nós

Doutora em psicologia pela PUC-SP, Blenda Oliveira comenta como alcançar a longevidade e viver bem com a passagem do tempo

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Dados do Censo de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último mês, apontam que o Brasil está envelhecendo mais rápido. Em 2010, a cada 30 idosos (65 anos ou mais), o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens. Com o aumento da longevidade, torna-se mais do que necessário aprender a encarar o envelhecimento da melhor forma possível.

O tempo vai passar e não importa o que façamos com ele e de nós. Então, façamos dele a oportunidade perfeita para crescer, para construir e expandir nossa consciência. Não se preocupe com o tempo, se preocupe com a qualidade do tempo“, enfatiza a doutora em psicologia pela PUC-SP e psicanalista Blenda Oliveira.

O ser humano sabe que vai morrer, mas o que ele faz com esse tempo em que está vivo? Para a especialista, o movimento da vida não deve parar nem mesmo na velhice. “Pelo contrário, é neste período que podemos entrelaçar e refletir sobre as experiências vividas. É no envelhecimento que o agora se impõe, se faz presente. Afinal, o fim se aproxima e a pergunta é inevitável: o que fizemos da vida?“, ressalta ela.

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O grande desafio que envolve o processo de envelhecer é o de conhecer a si mesmo de forma plena e consciente e também se preparar para essa etapa da vida. “A longevidade é um testemunho de resiliência e determinação. O envelhecimento está em todos nós, faz parte e é muito provável que aconteça com a gente“, diz Blenda.

É chegada a hora de abandonar a crença estabelecida há tempos de que a longevidade é algo ruim, que simboliza um fim solitário e triste da vida. “Falar sobre longevidade ainda é, muitas vezes, um tema visto com certo desconforto, já que as pessoas tendem a associar o envelhecimento unicamente à ideia da morte. Devemos compreender que envelhecer é, na realidade, uma jornada de experiências e que isso não deve ser mais tratado como um tabu e nem ser romantizado“, complementa a psicanalista.

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Dicas de como envelhecer bem consigo mesmo

Invista na vida social: as relações que estabelecemos com os outros podem melhorar a nossa satisfação com a vida. É muito importante que se crie e mantenha contato e relações de intimidade com familiares e amigos. Lembre-se que não existe um prazo limite para conhecer e ter experiências com pessoas novas. Manter boas amizades ao longo da vida também ajuda! 

Não deixe o autocuidado de lado: atividades que te façam bem devem ter um canto na sua agenda. Além disso, é necessário entender que a saúde emocional é essencial para se envelhecer bem, então buscar auxílio psicológico é um grande ato de carinho e amor a si mesmo.

Aproveite atividades de lazer: nunca é tarde para aprender e descobrir um hobby novo. Se manter interessado em atividades divertidas e prazerosas é uma ótima maneira de envelhecer de maneira plena e feliz.

Escolha um estilo de vida saudável: exercícios físicos, boa alimentação e bons hábitos de sono valem a pena ser investidos.

Blenda Oliveira é doutora em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). É autora do livro Fazendo as pazes com a ansiedade, publicado pela Editora Nacional, que foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2023. A especialista também palestra sobre saúde mental e autoconhecimento.

Colaboração da pauta:

Exclame! Assessoria de Imprensa

Nicoly | nicoly@exclame.cc

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