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Uma mulher absoluta

Ana Kekligian | Divulgação

Ela atrai pessoas com um certo magnetismo por onde anda

Por Paulo Maia

Foi ali pelo final de janeiro de 2020 quando ela, Ana Kekligian, fez um contato com a Revista Dolce Morumbi. Buscava apoio para um workshop que realizaria na região do Morumbi, em São Paulo, chamado “Mulher Absoluta”. Eu a descobri como uma profissional do Coaching. Descobri também que já estava no mercado há algum tempo e bastante ativa. Ela já havia realizado eventos semelhantes, mas este traria um formato especial no qual ela aplicaria para um grupo maior, uma prática emocional chamada reprogramação, com foco no protagonismo.

Tivemos uma conversa na qual expliquei o momento em que a Dolce Morumbi passava. Acabávamos de inaugurar o Portal online e estávamos fazendo planos para a continuidade da revista, como edição impressa.

Decidimos, claro, dar o apoio dentro de nossas condições e recursos e fiz uma pequena entrevista com ela para escrever sobre o evento. Foi ali que comecei a ter contato mais de perto de seu trabalho. E também a conhecer a pessoa que dizia ser capaz de dar novas perspectivas e horizontes a diversas mulheres.

Na época, ela nos deu um convite para participar do workshop, então nossa colunista de Gastronomia à época, Cinara de Liz, participou e voltou simplesmente encantada.

Colhi o depoimento da Cinara e informações sobre o evento e escrevi outra matéria sobre o que ocorrera no evento e seus frutos. O que me chamou a atenção fora, sem dúvida, os depoimentos das participantes sobre a satisfação do que vivenciaram. Soavam como epifanias, como se tivessem tido uma experiência quase mística, espiritual.

Fiquei curioso e passei a acompanhá-la em suas redes. Li vários de seus artigos e identifiquei neles um conteúdo bastante consistente em apresentar motivos suficientes para as pessoas buscarem se desenvolver através de entender como elas eram e como poderiam vir a ser, de uma forma bem particular, como uma linguagem própria do universo feminino. Chamei para escrever para o Portal, como colunista.

Havia identificado que o público da Dolce era majoritariamente feminino, baseando-me nos perfil dos leitores da Revista e dos seguidores das redes, que já estavam online antes do Portal. Apostei que este público iria apreciar o conteúdo da Ana.

Ela aceitou, para minha alegria! Buscávamos um nome para a coluna e sugeri Dolce Mulher. Ainda que Ana fosse bem-sucedida como coach, não queria limitar a concepção do que o público potencial poderia entender de seus textos. Creio que dei sorte no palpite!

Tivemos o privilégio de ter seus escritos quinzenalmente na Dolce Morumbi® por mais de dois anos. Seus textos raramente estavam fora da listas dos mais lidos na semana em que eram publicados. O engajamento foi aumentando e eu, particularmente, fui entendendo e aprendendo seu repertório e a maneira como instigava pessoas a buscarem significados e objetivos na vida através do autoconhecimento, revendo significados que haviam dado às suas vidas até então.

Fui aprendendo, conhecendo, gostando e admirando sua tenacidade. Eu a vi atuando, especialmente durante o período cinza da pandemia, auxiliando pessoas a se entenderem e se descobrirem nos cantos de suas almas, resgatando ou abraçando identidades que lhe dariam mais autonomia e sensação de bem-estar, além de confiança e otimismo com a vida. Eu mesmo realizei algumas sessões com ela e fiz uma análise comportamental e alguns exercícios dos quais tirei muito proveito que me ajudaram pessoal e profissionalmente.

Ouvi e li diversos outros depoimentos de muitas pessoas que buscaram suas orientações e todos demostravam estarem bem satisfeitos de terem feito a escolha certa. Precisavam se descobrir! E Ana serviu como uma espécie de catalizador.

E, como um observador, pude verificar que Ana também viveu (e vive) um contínuo processo de descobrimento de sua alma, de sua essência, de seus sentimentos, de revisão de conceitos e pontos de vista que a fizeram reconhecer suas fraquezas, mas também entender onde se sentia forte o suficiente para superá-las, encontrando-se com seus talentos e virtudes. A vida é um movimento da realidade na qual as experiências que vivemos tendem a nos amadurecer, alterando a tonalidade das cores do cotidiano para tirarmos proveito em novas paletas.

Ana viveu um divórcio. Absorveu a experiência na sua concretude e tirou um aprendizado valioso do processo. Também descobriu que a relação com seus filhos se elevara a outro patamar. Haviam se tornados adultos e ela percebeu que suas demandas não eram tão diferentes daquelas que recebia de seu público. Mas descobriu que, sendo mãe, sentimentos se misturam e o afeto fala mais alto. Ainda assim, soube dar e receber amor nos momentos precisos.

Ela também encontrou conforto em um novo amor, que, sem dúvidas, a ajudou a se fortalecer e descobrir novas camadas da Ana Kekligian que estavam ocultas, mas prontas para vir à tona e fortalecer potencialidades.

Mesmo depois que ela deixou de escrever na Dolce – me pediu uma pausa por estar com muitos trabalhos – não deixamos de nos falar e manter contato. E, assim, fui acompanhando sua trajetória. Escrevi e publiquei sobre os trabalhos que vinha fazendo, especialmente com o “Mulher Absoluta”, que teve novas edições ao longo do período, além de resenhas que fiz de seus textos em vários livros com os quais colaborou. E ainda nutro a esperança de voltar a publicar o Dolce Mulher.

Encontro ELAS – Mulheres Cooperativistas de Rondônia, sobre Desafios e Protagonismo

Ainda muito ativa, Ana hoje também se inclina a ações sociais. Está em Itatiba, São Paulo, e tem feito um trabalho muito bonito na “Casa Rosa da Mulher”, trabalhando em programas que focam na melhoria da autoestima das mulheres. Seu trabalho tem reverberado em muitos lugares, até no exterior e é apreciado por diversos profissionais. Terá, em breve, também, a oportunidade de participar do evento Love Summit, que se realizará em Portugal.

Ana atrai pessoas com um certo magnetismo por onde anda. Um sorriso característico com um semblante daquelas pessoas de quem facilmente podemos ser amigos. E logo no primeiro contato, notamos a generosidade em seus gestos gentis e sinceros.

Ela tem feito palestras, eventos e programas que tem levado resultados positivos na vida de mulheres, ajudando a deixaram-nas de fora das estatísticas negativas sobre saúde mental da população.

Ao longo do tempo, Ana escolheu o amor para guiar suas escolhas e assim ajudá-la no seu processo de autoconhecimento, que no mundo adulto significa necessariamente enfrentar e lidar com medos, receios, fraquezas, orgulho, egoísmo etc., para podermos ter alguma chance de identificar o que temos de positivo e edificante dentro de nós. Qualquer experiência séria de autoconhecimento que possa trazer algum resultado positivo e apontar possíveis talentos e fortalezas para enfrentarmos o dia a dia, não acontece sem antes enfrentarmos aquilo que nos faz mal e nos coloca para baixo.


Ana entre a Vereadora Leila e o Prefeito de Itatiba

O filósofo Soren Kierkegaard escreveu que “toda forma verdadeira de conhecimento começa com um entristecimento consigo mesmo”. Somente quem passa por esse processo reconhece a verdade profunda dessa frase.

A grande questão que se faz na sequencia é o que eu vou fazer com tudo isso agora. Ana mostra que, separando o joio do trigo, entendendo quem você é, pode ser possível escrever uma história diferente daquela que você já escreveu até aqui.

Sou muito grato e me sinto afortunado por tê-la conhecido e mantido uma conexão por todo esse tempo. Sabemos que relações duradouras que nos dão prazer são raras, por isso maravilhosas!

E, para fechar este texto, cito novamente Kierkegaard para refletirmos mais uma vez sobre as possibilidades de ter um outro olhar para o que fazemos ou sentimos: “A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente”.

Devemos nos olhar no espelho de vez em quando e nos perguntar o que estamos vendo. Você pode se surpreender com respostas diferentes a cada vez que o fizer.

Ao nos autoconhecer, a impressão é de que muito do que imaginamos ser difícil, pode ser flexivelmente possível. Creio que Ana concordaria comigo!

Este texto, claro, é tão obviamente para você, Ana!

Um beijo.

Ana Kekligian é mentora de Inteligência Emocional e Autoestima

@anakekligian

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Paulo Maia é publicitário, redator e editor do Portal Dolce Morumbi®. Escreve eventualmente na coluna La Dolce Vita, além de fornecer sua redação a várias pessoas, empresas e entidades como marketing de conteúdo e publieditoriais.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos