Por Eduardo Marcondes Suave
Amigo leitor e amiga leitora, janeiro costuma ser o mês dos recomeços, das promessas e dos planos para o novo ano. É justamente nesse contexto que surge o Janeiro Branco, uma campanha dedicada a algo essencial, mas ainda pouco valorizado: a saúde mental. Assim como cuidamos do corpo, precisamos olhar com atenção para nossas emoções, pensamentos e limites.
O Janeiro Branco nos convida a falar sobre sentimentos sem medo ou vergonha. Ansiedade, estresse, cansaço emocional e tristeza fazem parte da experiência humana e não devem ser ignorados. Ao abrir espaço para o diálogo, quebramos estigmas e entendemos que pedir ajuda é sinal de maturidade, não de fraqueza.

Nas empresas, essa reflexão pode se traduzir em ambientes mais humanos e saudáveis. Ações simples, como palestras, rodas de conversa e incentivo ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, fazem diferença. Quando a saúde mental é valorizada, as relações melhoram, o adoecimento diminui e a produtividade se torna consequência, não imposição.
Já nas escolas, o Janeiro Branco é uma oportunidade de ensinar desde cedo que emoções importam. Conversar sobre sentimentos, promover escuta e orientar professores e famílias ajuda a identificar sofrimento psíquico precocemente. Educar emocionalmente é formar pessoas mais conscientes, empáticas e preparadas para a vida.

E, na nossa própria vida, o convite é à responsabilidade com nós mesmos: observar como estamos nos sentindo, respeitar limites, cuidar do sono e da rotina, reduzir excessos e buscar ajuda profissional quando necessário. O Janeiro Branco começa no coletivo, mas se concretiza quando cada um de nós decide cuidar da própria saúde mental ao longo de todo o ano.




























